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quinta-feira, 8 de agosto de 2019

LEI MARIA DA PENHA: CELEBRAÇÕES E DESAFIOS

O vídeo lembra os 13 anos de homologação da Lei Maria da Penha e apresenta algumas estatísticas sobre o fenômeno da violência doméstica contra a mulher.



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terça-feira, 19 de março de 2019

SOBRE MASCULINIDADES E FEMINILIDADES




Sim, dia 08 de março, dia internacional da mulher e abordaremos  também masculinidades porque a questão de gênero é relacional. Portanto, o feminino somente pode ser compreendido em relação ao masculino e vice-versa.
O conceito de masculinidades foi proposto na Austrália pela socióloga Raewyn Connell (1993).
CARRIGAN, CONNELL e LEE (1985) criticaram extensivamente a literatura sobre o “papel sexual masculino” e propuseram um modelo de masculinidades em múltiplas relações de poder. Não há consenso no que se refere à compreensão e aceitação do conceito, mas ultimamente implica em uma combinação da pluralidade das masculinidades e a hierarquia entre masculinidades.
Segundo  Connell, a masculinidade sofre influências históricas e depende e uma relação entre o indivíduo que busca encarnar esses valores masculinos e os demais membros da sociedade -incluindo as mulheres.
Com as revoluções industrial e sexual o ser mulher transformou-se, deslocando o homem de seu lugar, que teve que de modo desafiador ajustar-se constantemente.
E nessa dança, nesse movimento, por vezes, o homem não enxergava o seu lugar, o seu papel, emergindo o que pode-se denominar “crise de masculinidade”.
Ambra acredita que a crise de masculinidade dá-se, principalmente, no seio de sociedades que encontram-se em um nível civilizatório na qual as mulheres  gozam de maior liberdade  e o homem tem maior dificuldade em adaptar-se. Diante de tal transformação emergem os mal-estares sintomatizados em obesidade, dependência de substâncias e jogos eletrônicos, comportamentos transgressores, suicidas e no baixo rendimento escolar em garotos.
Em suma, o mito da supremacia, do poder falocêntrico está sendo desconstruído em meio ao contexto contemporâneo no qual vivemos, no qual o masculino é somente um dos atores da trama. Desse modo, vejo sentido e concordo com a leitura social feita por Faludi que refere que vivemos em uma sociedade alienante tanto para homens como para mulheres. Diante desse prisma o método para compreendermos a desigualdade de gênero perpassa por vê-lo como um entre vários outros indicadores das nossas posições na sociedade. Dentre eles: cor, religião, raça, saúde física e mental, idade, escolaridade e condições socioeconômicas.
Sob esse enfoque não poderia ser compreendido sem surpresa e susto o fato de mulheres oprimidas, homossexuais apoiarem ideias, concepções conservadoras?
Do mesmo modo, entendo positivo os homens participarem ativamente das causas e movimentos femininos.
É preciso lembrar, os indicadores de feminicídio no país em 2017, isto é, crime motivado pelo fato de a vítima ser mulher, que são alarmantes, resultando em 946, apesar da Lei Maria Penha  ter sido homologada há mais de 12 anos.
Para que a  boa lei Maria da Penha reverta-se em resultados efetivos em redução nos índices de violência contra a mulher  há que romper com o ciclo vicioso desse tipo de violência.
Para isso a mulher há que refletir sobre sua função nessa relação abusiva e transmutar-se.
Meu posicionamento enquanto profissional da psicologia sempre foi no sentido de que a violência de gênero precisa ser enfrentada em várias frentes, inclusive pelo trabalho a ser desenvolvido com grupo psicoterapêuticos,  psicoeducativos  ou de apoio para os homens.
Aí a Psicologia encontra seu campo,  ou seja, que a família tome conhecimento de seu funcionamento e descubra  alternativas para o mesmo.
Com base na compreensão contextualizada de masculinidades, de que o feminino somente faz sentido em relação ao masculino em vez de  travarmos uma guerra dos sexos por que  não encontrarmos, então,  não mais o homem ou a mulher,  mas  o ser humano?  O que deseja a mulher? O que quer o homem?  Qual o caminho para o amor?   
Quantos sangues misturados de “casais” ainda vamos ver?
Perguntas ainda instigantes, não?  Por vezes, não teriam o homem e a mulher o mesmo objetivo? A felicidade, o prazer advindo do real encontro com um outro sujeito?  E a arte do encontro requer um  outro diverso, não à sua própria imagem narcísica, um outro não objetalizado.   Amar implica em um outro  não sangrando,  não mutilado, mas por inteiro.  

REFERÊNCIAS:
CARRIGAN, T.; CONNELL, R. W.; LEE, J. “Toward a New Sociology of Masculinity.” Theory and Society, v. 14, n. 5, p. 551- 604, 1985.
CONNELL, R. W.,”Masculinities”.1993

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domingo, 25 de novembro de 2018

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER: O QUE TEMOS A VER COM ISSO?


H

oje lembramos uma luta importante, a pela eliminação da violência contra a mulher. A data de  25 de novembro foi escolhida em homenagem às irmãs Pátria, Maria Tereza e Minerva Maribal, que foram violentamente torturadas e assassinadas nesta mesma data, em 1960, a mando do ditador da República Dominicana Rafael Trujillo.
Você sabia que o Brasil é o quinto país que mais mata mulheres no mundo? A cada dois minutos uma mulher é vítima de armas de fogo. Aconteceram 946 feminicídios no Brasil em 2017.
Lamentavelmente, apesar da implantação da Lei Maria da Penha os dados mostram-se alarmantes.
Vemos uma ambivalência, um conflito que poderia explicar porque esta lei, uma das três leis mais avançadas do mundo e já sendo conhecida por 100% das brasileiras, não realmente atinge o objetivo de diminuir os índices deste tipo de violência. Um dado revelador é que o Brasil foi o 18º país da América Latina a implantar uma lei de proteção à mulher.
A violência doméstica contra a mulher encontra –se inserida na cultura da violência, inclusive ainda machista.
Portanto, reflitamos, até que ponto não toleramos esse a violência contra a mulher?
Pesquisa do IPEA  revelou que que mais da metade dos/as entrevistados/as concordaram parcial ou totalmente com a afirmação “Se as mulheres soubessem se comportar, haveria menos estupros”. 
Continuemos.
Mesma pesquisa apontou que mais de 6 em cada 10 pessoas concordam parcial ou totalmente com a afirmação “Mulher que é agredida e continua com o parceiro gosta de apanhar”.
É um fenômeno  complexo, constituído por vários fatores e pelos quais todos temos responsabilidades.
Caro internauta, estimulo você a pensar o quanto você  também não faz parte desse grande número de pessoas que concordam com as afirmações sexistas  dos resultados obtidos com a referida pesquisa do IPEA .
Desafio, ainda, a refletir  como em seus estudos, estágios, carreira de psicólogo (a)  você tem  sido sua participação  diante desse fenômeno.
EM BRIGA DE MARIDO E MULHER SE METE A COLHER SIM....
Veja nosso post anterior, de agosto deste ano.

ACESSE O LINK

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domingo, 26 de agosto de 2018

EM BRIGA DE MARIDO E MULHER....



Cláudia M. Tamaso

Levando-se em conta que neste mês a "Lei Maria da Penha" completou 12 anos de sua promulgação e os índices alarmantes de violência contra mulher é preciso falar sobre o tema.
Você sabe porque a mulher acaba por se manter nessa trama, muitas das vezes fatal?
Como é a dinâmica da violência de gênero? Seu ciclo?
Vamos discutir sobre o assunto?
Esse será somente o princípio da discussão. faremos novos posts, artigos sobre o tema.
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