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sábado, 15 de fevereiro de 2020

NISE DA SILVEIRA: MERECIDA LEMBRANÇA

O áudio aborda o 115º aniversário da psiquiatra Nise da Silveira. Comenta sobre sua trajetória no tratamento dos que sofrem de transtorno mental. Uma homenagem à profissional que revolucionou o atendimento na área de Saúde Mental.
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quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Apontamentos sobre o Dia Mundial de Saúde Mental e indicadores de Transtornos Mentais no Brasil.

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terça-feira, 8 de outubro de 2019

Para refletir.....
Que nós, profissionais de Saúde Mental temos que atuar de modo singular, analisando cada situação, cada paciente, sem atuações mecânicas, sem receitas de "bolo".
Para isso, muitas habilidades são requeridas do profissional.
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quinta-feira, 30 de maio de 2019

BURNOUT: GANHANDO O PÃO COM O SUOR DO SEU ROSTO


Síndrome de Burnout se caracteriza por três elementos: “sensação de esgotamento, cinismo ou sentimentos negativos relacionados a seu trabalho e eficácia profissional reduzida”
Segundo pesquisa da Isma-BR (representante da International Stress Management Association), 72% dos brasileiros que estão no mercado de trabalho sofrem alguma sequela ocasionada pelo estresse. Desse total, 32% sofreriam de burnout. E 92% das pessoas com a síndrome continuariam trabalhando por medo do desemprego.
O transtorno foi descrito pela primeira vez no EUA  em 1974, pelo psicanalista alemão Herbert J. Freudenberg, e o seu conceito atual é baseado na perspectiva social-psicológica estudada pela psicóloga norte-americana Christina Maslach, criadora do Maslach Burnout Inventory (MBI). 
Traduzindo do inglês podemos compreender “queimar por fora”, indicando que traz danos psicológicos e físicos, ou seja, queimar por completo, salientando o último estágio do estresse.

A Síndrome de Burnout será incluída na CID-11 (OMS) no capítulo de “problemas associados” ao emprego ou ao desemprego e descrito como “uma síndrome resultante de um estresse crônico no trabalho que não foi administrado com êxito”.
Desse modo, os juízes terão maior embasamento para decidirem questões trabalhistas relacionadas com a saúde mental e os departamentos de RH terão que ter maior compreensão  e atenção sobre o tema e mudar a cultura de que estresse “ é frescura”.
REFERÊNCIA:
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domingo, 10 de fevereiro de 2019

NÃO FOI DE REPENTE- SOBRE O FIM DA REFORMA PSIQUIÁTRICA, MAS NÃO O TÉRMINO DA LUTA ANTIMANICOMINAL

Caminhemos no trilho da história da reforma psiquiátrica.
A carta de Bauru, marco da Reforma Psiquiátrica completou neste janeiro 31 anos. A expressão luta mostra muito bem como tem sido a política pública de saúde mental em nosso país, um embate constante a fim de priorizar o atendimento ao que sofre de transtorno mental em seu ambiente natural e não segregado em hospital. Já estamos acostumados a campanhas e comemorações direcionadas à luta antimanicomial na data de 18 de maio.
Os resultados apresentados pelo censo de moradores de hospitais psiquiátricos no estado de São Paulo efetuado pelo FUNDAP em 2014 indicaram o número total de 6349 moradores. Índice que nos mostra o grande caminho ainda a percorrer na luta antimanicomial.
A Reforma Psiquiátrica tem seu dispositivo legal na Lei nº 10.216 de 2001, conhecida com Lei Paulo Delgado.
Portaria/GM nº 3.088, de 23 de dezembro de 2011 instituiu a Rede de Atenção Psicossocial para pessoas com sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de álcool e drogas.
Para atuar nessa rede é preciso ter compreensão de seu objetivo, suas diretrizes as quais lembramos:o respeito aos direitos humanos, garantindo a autonomia, a liberdade e o exercício da cidadania; Promoção da equidade, reconhecendo os determinantes sociais da saúde; Garantia do acesso e da qualidade dos serviços, ofertando cuidado integral e assistência multiprofissional, sob a lógica interdisciplinar; Ênfase em serviços de base territorial e comunitária, diversificando as estratégias de cuidado, com participação e controle social dos usuários e de seus familiares.
Os componentes dessa rede estão demonstrados na imagem.
Contudo em dezembro de 2017, a CIT (instância composta pelas três esferas de gestão da saúde no país – União, estados e municípios), sem a participação da sociedade civil, ferindo a prerrogativa do controle social. aprovou uma resolução que claramente foi na contramão da Reforma Psiquiátrica. O texto aumentou os repasses públicos para leitos em hospitais psiquiátricos e ampliar sua oferta, além de expandir as comunidades terapêuticas (em geral filantrópicas) para o tratamento de dependentes químicos.
E em 04/02 último foi promulgada a Nota Técnica Nº 11/2019 intitulada “Nova Saúde Mental”, do Ministério da Saúde alterou a constituição dessa rede inserindo nela os hospitais psiquiátricos, indicando um retrocesso nas conquistas estabelecidas com a Reforma Psiquiátrica. A nota técnica desconstruiu a política de saúde mental, ao indicar a ampliação de leitos em hospitais psiquiátricos e comunidades terapêuticas, dentro da Rede de Atenção Psicossocial (RAPs), incentivando assim o retorno à lógica manicomial.
Também reforça a possibilidade de internação de crianças em hospitais psiquiátricosAdemais, o Ministério da Saúde também passa a financiar a compra de aparelhos de eletroconvulsoterapia (CFP, 2019).
Sobre a eletroconvulsoterapia, cabe um outro post a fim de não nos alongarmos.
Vejam citação da Organização Pan Americana (1998):
“Menos da metade dos 139 países que instituíram políticas e planos para a saúde mental estão alinhados com as convenções de direitos humanos que enfatizam a importância da transição da instituição psiquiátrica para serviços baseados na comunidade, bem como a participação de pessoas com transtornos mentais nas decisões concernentes a elas. E com demasiada frequência, quando são elaborados planos de saúde mental, eles não são apoiados por recursos humanos e financeiros adequados”.
Em suma, também na Saúde, caminhamos na contramão da história..
Permaneçamos na luta........
REFERÊNCIAS:
BRASIL. Resolução nº 1, de 9 de março de 2018.
CFP. CFP manifesta repúdio à nota técnica “Nova Saúde Mental” publicada pelo Ministério da Saúde. https://site.cfp.org.br/cfp-manifesta-repudio-a-nota-tecni…/. Acessado aos 04 de fevereiro de 2019
ORGANIZAÇÃO PAN AMERICANA DA SAÚDE (2018). Saúde mental: é necessário aumentar recursos em todo o mundo para atingir metas globais https://www.paho.org/bra/index.php… Acessado aos 04 de fevereiro de 2019
TORRES, R. Reforma Psiquiátrica enterrada. https://outraspalavras.net/…/reforma-psiquiatrica-enterrada/ Acessado aos 04 de fevereiro de 2019




#lutaantimanicomial
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domingo, 13 de janeiro de 2019

COMO UMA ONDA. NO MAR.ONDE PERDI-ME DE MIM?

Sim, iniciamos um novo ano e provavelmente você fez um processo reflexivo do ano que terminou. Ano estressante, no qual vivenciamos um processo eleitoral conturbado, permeado por polarizações, intolerância e violências.
Enfim, essa época do ano, remete-nos ao fim e início de novo ciclo. Pensamos no que vivemos, fazemos planos para 2019.
Devido ter essa característica, os psicólogos brasileiros criaram a campanha Janeiro Branco como possibilidade de as pessoas reescreverem suas histórias, a buscarem o autoconhecimento cuidarem de suas emoções, ou seja, de sua saúde mental.
Estudantes e profissionais de Psicologia saem às ruas ao encontro da população visando conscientizá-la sobre importância dos cuidados com a saúde mental, em uma abordagem preventiva.
Você já pensou que, assim como você cuida de seu corpo que habita você precisa cuidar de seu interior, seu eu dentro da pele? Por que não cuidar de seus pensamentos e emoções assim como você cuida de seus dentes, mãos, cabelos, rim, pele, coração, dentre outros?
Segundo a OMS- Organização Mundial de Saúde, a saúde implica não somente bem -estar físico, mas também mental e social.
Portanto, saúde mental é mais que ausência de transtorno mental, sendo determinada por fatores socioeconômicos, biológicos e ambientais. Desse modo rápidas mudanças sociais, condições de trabalho estressantes, discriminação de gênero, exclusão social, estilo de vida não saudável, violência e violação dos direitos humanos são fatores de risco à nossa saúde mental.
Sim , isso mesmo, além de características biológicas, herdadas, individuais, a sociedade influi em nossa saúde mental.
Vejamos, ainda, quando dizemos, que saúde mental é mais que ausência de transtorno, será que falamos em ausência de dificuldades, o problemas ? Não, não. Todos passamos por dificuldades, fatos estressantes, crises, mas o importante é como lidamos com eles. Será que adianta fingir que não estão ali, escondermo-nos tal qual a avestruz, colocá-los para debaixo do tapete? Não. “Não adianta fugir, nem mentir para si mesmo agora, há tanta vida lá fora”, como nos diz o mestre Lulu Santos.

Temos que enfrentar nossos problemas, depararmo-nos com nosso eu. Viver cada emoção, mesmo que desagradável, para que ela possa seguir seu curso como a onda.

Todos têm direito à saúde mental.

A Saúde mental, enquanto política pública, há aproximadamente 30 anos vem buscando novo paradigma, romper com preconceitos com o que sofre de transtorno mental, romper com a lógica da internação como única alternativa.
Foi instituída pela portaria 3088/2011 a Rede de Atenção Psicossocial: composta pelos: a) Atenção Básica em Saúde; b)Atenção Psicossocial Especializada- os CAPs, isto é, os diferentes Centros de Atenção Psicossocial;c)– Atenção de Urgência e Emergência- incluem-se aí os CAPs III; d) Atenção Residencial de Caráter Transitório; e) Atenção Hospitalar; f)Estratégias de Desinstitucionalização, tais como: 1) Serviços Residenciais Terapêuticos e 2) Programa De Volta para Casa e g)Reabilitação Psicossocial.
Você com convênio ou não, tem direito à saúde mental.
Prosseguiremos com a temática em próximo post.
Por isso, cuide de você porque “Porque quem cuida da mente, cuida da vida”. 
“Como uma onda no mar”.
#psicologianaveia
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quarta-feira, 10 de outubro de 2018

SAÚDE MENTAL: BEM ESTAR FUNDAMENTAL

                                                                                 Cláudia Maria Tamaso
Você, com certeza já ouviu falar em Saúde Mental.
Mas sabia que hoje celebramos o Dia Mundial da Saúde Mental? A data foi instituída em 1992, pela Federação Mundial de Saúde Mental.
Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Saúde Mental se caracteriza por um bem-estar em que o indivíduo reconhece suas capacidades e limitações e consegue perceber o seu papel social, tornando-se agente de sua própria história.
O quadro descortinado pelo relatório sobre a regulação dos serviços de saúde mental no Brasil referiu que apesar de a legislação apontar a importância da prevenção em saúde mental, há carência de medidas preventivas na Saúde Mental. Acrescentou ainda a necessidade e importância de desenvolver mais estudos e propostas para a área, como forma de atender tanto os interesses da população como os interesses da gestão do SUS e da Saúde Suplementar (CFP, 2013)
Você tem conhecimento dos inúmeros desafios a serem enfrentados para implementar as diretrizes legais previstas na Lei 10.216, de 6 de abril de 2001, tais como a excepcionalidade da internação, a redução de leitos psiquiátricos, a redução do tempo de internação hospitalar, a efetivação de residências terapêuticas e do programa “De volta para casa” ?
Neste ano o tema escolhido foi: "Os Jovens e a Saúde Mental num Mundo em Mudança".
Tema fundamental na pós-modernidade na qual os valores são voláteis, transitórios, incertos aumentam ainda mais os desafios de descobrirem seu lugar no mundo, sua identidade.
É importante lembrar que transtornos mentais são doenças como quaisquer outras e, desta forma, passíveis de tratamento com grande chance de melhora e cura em muitos casos. Reconhecer estes transtornos como doenças ajuda a enfrentar o preconceito de se falar sobre o assunto e mesmo de identificar casos que exijam atenção ao nosso redor.
Nesta oportunidade, parabenizamos os profissionais resilientes que atuam na área, principalmente os colegas psicólogos. 

Aquele abraço!

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sexta-feira, 7 de setembro de 2018

PENSANDO COM HUMOR-II

Da seção: Pensando com Humor- Meme II
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Em uma sessão de psicoterapia...Se a pergunta estiver descontextualizada de um referencial teórico, extrapolar o o âmbito do paciente (o necessário para compreendê-lo) poderá inserir-se em uma fofoca.

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