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quarta-feira, 24 de julho de 2019

LEGADOS DO ECA X:DIREITOS COM POESIA

Finalizamos  a série Legados do ECA  com um video que  aborda  o art. 10, faz um retrospecto  histórico sobre os dispositivos legais que culminaram com o ECA.
Salienta a importância de dar voz à palavra da criança,  escutá-la, inclusive sobre sua própria percepção de estar ou não sendo protegida,  sobre como vê seus direitos e deveres. Para isso,  traz o  vídeo  do projeto da Ludocriarte em parceria com a CESE (Coordenadoria  Ecumênica de Serviço) - Ação para Crianças.
A seguir, abordamos que apesar dos avanços  há indicadores lamentáveis e por fim,  relembramos um poema de Mistral.



Vamos ao vídeo?



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segunda-feira, 15 de julho de 2019

LEGADOS DO ECA IV: A INFÂNCIA TEM FOME DE QUÊ ?


C

omo encontra-se, na atualidade os direitos apontados no artigo  dos Direitos da Criança, ou seja, “a alimentação, moradia e assistência médica adequada para a criança e a mãe”?
O homologação do ECA trouxe conquistas, melhorias quanto aos índices de mortalidade infantil até 2015. No entanto segundo dados do Observatório da Criança e do Adolescente "Pela 1ª vez desde 1990, em 2016 o país apresentou alta de 4,8% na taxa de mortalidade infantil em relação a 2015”. Lamentável essa regressão e a possibilidade de o Brasil retornar ao mapa da fome do qual havia saído em 2014.
Medidas de austeridade com programas sociais, a redução do Bolsa Família colocam em xeque o combate à mortalidade na infância no país,  ou seja, seu compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, segundo revista científica Plos Medicine.

Aparentemente paradoxal, a obesidade infantil também foi outro dado que apresentou-se preocupante. Contudo, também pode ser compreendida como  resultado da má nutrição.
Infelizmente, onde impera a necessidade básica, a fome, não poderá haver espaço para a reflexão sobre as emoções, sobre a autoestima. Por isso, a Psicologia enquanto Ciência e Profissão não poderá se omitir diante da miséria.
Como disse Betinho: “A fome e a miséria terão que estar em todos os debates, palanques e comícios.”
Para ilustrar a reflexão sobre o tema,  assista ao video a seguir.




REFERÊNCIA
FUNDAÇÃO ABRINQ PELOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE .A Criança e o Adolescente nos ODS (OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL), 2017

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domingo, 14 de julho de 2019

LEGADOS DO ECA III- GENTE TEM SOBRENOME

Nesse terceiro dia de apresentação dos artigos dos Direitos da Criança, hoje refletiremos sobre o art. 3, que refere-se ao direito da criança a um nome.
E vamos aos números. Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com base no Censo Escolar de 2011, indicam que mais de 5,5 milhões de crianças não têm o reconhecimento da paternidade na Certidão de Nascimento 
Sob ponto de vista psicológico é fundamental que a criança tenha em sua formação ambas as funções, a maternal  tanto quanto a paternal.

O enfoque psicanalítico demonstra que a figura paterna tem função de desconstruir a díade mãe/ bebê, trazer à criança ao interdito, à lei.  Portanto, mais que pensão, sobrenome, o nome paterno tem o significado de inserir a criança na cultura, na ordem de filiação.
Quando a mãe busca o reconhecimento de paternidade ela transmite à criança que seu próprio desejo (o da própria mãe) não é onipotente e que seu mundo está relacionado ao desejo de um outro, sendo fundamental à estruturação psíquica do ser humano. A função paterna faz parte do registro histórico, da identidade da criança.
Por fim, sob ótica cognitivo-comportamental, a mãe que priva a criança do contato paterno, de sua verdade, sua história, que tem em si a onipotência transmite para a criança a crença de possibilidade de que do pai pode prescindir, que ela não tem faltas, não suporta a realidade.
O reconhecimento da paternidade não é um direito materno, mas da criança.
Como garantir esse direito?  O TJ /SP por meio do Ministério Público tem feito mutirões para pedidos de reconhecimento de paternidade.
Também, Desde o ano passado, o serviço encontra-se fixo nas unidades de Poupatempo, inclusive nas do interior do estado....... Para entrar com o pedido, a exigência mínima é que se tenha informações sobre endereço, trabalho ou algum lugar por onde o pai tenha passado. E o cadastro pode ser todo feito pelo sistema on-line do Poupatempo. O tempo de conclusão é imprevisível”.
Finalizando, um vídeo sobre o tema. Bora assisti-lo?


REFERÊNCIA
FUNDAÇÃO ABRINQ. Cenário da Infância e da Adolescência no Brasil, 2018.
“Vivemos uma epidemia social de abandono paterno", diz promotor.https://universa.uol.com.br/noticias/redacao/2018/04/10/vivemos-uma-epidemia-social-de-abandono-paterno-diz-promotor.htm?cmpid=copiaecola
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LEGADOS DO ECA 2: FALANDO SOBRE A PROTEÇÃO DA CRIANÇA

Em formato de vídeo- aula, neste vídeo abordamos a proteção da criança, discutindo a terminologia de violência sexual contra crianças e adolescentes, bem como definição de violência sexual infantojuvenil.
Por fim, discutimos a prevenção e a importância da intervenção diante da violência contra criança e adolescente.
Gostou? Curta. Comente. Compartilhe com amigos.
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sábado, 13 de julho de 2019

LEGADOS DO ECA 1: DIREITO A IGUALDADE, SEM DISTINÇÃO DE RAÇA, RELIGIÃO OU NACIONALIDADE

O


s direitos de crianças e adolescentes foram afirmados para todas crianças e adolescentes seja de qualquer território do planeta através da Declaração Universal dos Direitos da Criança aprovada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 20 de novembro de 1959.
Neste ano no qual o Estatuto da Criança e do Adolescente comemora 29 anos de sua homologação, o que temos de legado?
O que conquistamos ao longo dos 29 anos? Quais os desafios ainda a serem enfrentados?
A fim de refletirmos sobre isso Psicologia na veia abordará ao longo de 10 dias cada um dos artigos da referida Declaração.
O art. 1º aponta que:
Todas as crianças têm direito a igualdade, sem distinção de raça, religião ou nacionalidade”.
Pois é, aprendemos que somos um pais cordial, pacífico, diversificado, formado por diversas raízes, tendo uma identidade ímpar.
No entanto será que essa diversidade implica em inclusão, em igualdade, na garantia dos mesmos direitos?
·           A taxa de mortalidade infantil, que entre 1990 e 2015 caiu em 74,7% no país, não foi reduzida igualmente para crianças indígenas, cuja probabilidade de morrer antes de completar um ano de vida é duas vezes maior do que a de outras crianças (UN-IGME).
·           30,2% das crianças indígenas na Amazônia são afetadas por desnutrição crônica. A média do Brasil é 7% (Sisvan, 2016).
·           Apenas 59,4% das crianças indígenas tinham sido registradas em seu primeiro ano de vida (Censo Demográfico, 2010). Em 2014, a média do Brasil era de 99% (IBGE, 2014).
·           A cada dia, 28 CRIANÇAS E ADOLESCENTES SÃO VÍTIMAS DE ASSASSINATO no Brasil. Essa estimativa foi feita pelo UNICEF no Brasil, com base em dados do Datasus (2015).
·           Grupos indígenas apresentam altas taxas de suicídio entre jovens. A situação é atribuída à discriminação que enfrentam, e também a mudanças substanciais em seu entorno, com a expansão das cidades, a especulação fundiária, o avanço de algumas culturas sobre terras indígenas. Adolescentes indígenas muitas vezes sentem-se impotentes para mudar a situação de seus povos, ressentem-se da falta de perspectivas, sofrem traumas individuais e coletivos causados pela discriminação. 
·           Para adolescentes negros entre 12 e 18 anos de idade, o risco de morrer por homicídio é quase três vezes maior do que para adolescentes de cor branca na mesma faixa etária (índice de Homicídios na Adolescência – IHA, 2014).
·           56% da população brasileira concorda com a afirmação de que “a morte violenta de um jovem negro choca menos a sociedade do que a morte de um jovem branco” (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial – SEPPIR – e Senado Federal, 2012).”

Pessoal, os dados falam por si, não ?
Foram elaborados proposições, dispositivos legais visando alterar tal realidade, tais como as leis 10.639 e 11.645, respectivamente em 2003 e 2008, tornando obrigatório o ensino da história e da cultura afro-brasileira, africana e indígena em todas as escolas, públicas e particulares, no Ensino Fundamental e no Ensino Médio. A ONU  proclamou o período entre 2015 a 2024 como a Década Internacional de Afrodescendentes.
O UNICEF desenvolveu e lançou em 2010, com diversos parceiros, a campanha “Por uma Infância sem Racismo”.
No Brasil, a ONU lançou em 2017 a campanha nacional "Vidas Negras".
Enfim, muitos desafios a serem enfrentados e os profissionais de Psicologia, a Psicologia como ciência e profissão precisa fazer parte desta luta.
REFERÊNCIAS:
FUNDAÇÃO ABRINQ. Cenário da Infância e da Adolescência no Brasil, 2018.
Desafio 8: Promover práticas de enfrentamento ao racismo.
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quarta-feira, 10 de julho de 2019

SÉRIE - DIREITOS DA CRIANÇA

Olá intenauta!
Dia 13/07 inciciaremos um grupo de 10 postagens; uma por dia sobre cada um dos 10 artigos dos Direitos da Criança ) para refletirmos sobre o ECA .Siga-nos no blog: cmtamaso.blogspot.com. Comente pelo menos 4 das postagens e compartilhe com 2 amigos e você concorrerá a 2 Kits de psicologianaveia.
#ECA
#Direitos da criança
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quinta-feira, 16 de maio de 2019

TRANSEXUALIDADE: DE TRANSTORNO AOS NECESSÁRIOS CUIDADOS MÉDICOS


H


á 29 anos, a homossexualidade deixou de ser considerada doença pela OMS.
Por isso a data de 17 de maio foi escolhida como dia internacional contra a homofobia.
A partir daí, as chamadas terapias de “cura gay” começaram a desaparecer.
De acordo com reportagem da Folha de São Paulo, “nos anos 50 e 60, conta o escritor Neel Burton, autor do livro O Significado da Loucura (The Meaning of Madness), o tratamento típico envolvia dar choques elétricos no paciente enquanto ele olhava fotos de homens nus. Segundo o autor, nada disso funcionou. No Brasil, apenas em 1999 o Conselho Federal de Psicologia se posicionou contra este tipo de terapia. A decisão de retirar a transexualidade do código de doenças mentais demorou pelo menos cinco anos”.
O CFP emitiu a Resolução 01/99 que determina que não cabe a profissionais de Psicologia no Brasil o oferecimento de qualquer tipo de prática de reversão sexual, uma vez que a homossexualidade não é patologia.
Neste próximo 20 de maio , na 72ª Assembleia  Mundial da Saúde, os membros da ONU oficializarão a 11ª versão da CID. Já no ano passado psicologianaveia  noticiou que na nova edição, a transexualidade deixou de  ser considerada transtorno  mental e migrou para a categoria de cuidados médicos. Desse modo, o transexual não mais pode ser considerado doente, mas sim uma pessoa que possa necessitar de cuidados médicos, de atenção , principalmente durante processo de transição de gênero.

No entanto em um país onde mais se mata a população LGBT, a notícia é um começo. Digo início porque o processo de respeito ao outro, às diferenças, é um processo construído  ao longo do tempo por meio da educação, especialmente no contexto familiar  e escolar.
Há ainda muito trabalho do psicólogo a ser realizado. 
A população LBGT começou a sair do armário, ganhou visibilidade e, com isso, abalou o imaginário heternormativo vigente, trazendo novamente à tona o estigma e discriminação e até o questionamento da Resolução do CFP.
Contudo, há poucos  dias informamos que o CFP  obteve  liminar que mantém a íntegra da Resolução CFP nº 01/99.
Enfim, a batalha em prol dos Direitos Humanos é contínua e por isso não podemos esmorecer.


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