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quinta-feira, 19 de novembro de 2020

RACISMO: PSICOLOGIA E TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL- O QUE TEMOS A VER COM ISSO?

E


spero que esteja curtindo o dia da consciência negra e, o feriado, caso ocorra em sua cidade.
Você Parou para pensar o que é o racismo e em suas consequências? O racismo refere-se ao preconceito baseado na diferença de raças das pessoas e, portanto, pode referir-se ao preconceito contra o asiático, o índio. Contudo, devido histórico de escravidão o preconceito contra os negros é a principal referência quando o tema é discutido. Desde a escola, o negro acaba não tendo conexão com sua história. O sujeito acaba destituído de seu lugar, assujeitado e, por vezes, busca o ideal padrão branco. Portanto, o seu corpo, o seu eu é desvalorizado, desapropriado tal como também os padrões culturais de estética e beleza aprisionam a todos nós.



Pesquisadores identificaram que vivências de preconceitos, discriminação podem gerar traumas e consequentes sentimentos de angústia, medo, depressão e de estresse pós-traumático. “De acordo com Vanessa Machado e Manoel Antônio dos Santos, do Departamento de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP) “os sujeitos de cor negra permaneceram, em média, 71,8 dias internados, enquanto os de cor parda permaneceram 20,3 dias e os de cor branca, 20,1 dias”. Pesquisa do Data- folha em julho de 2018 registrou que 81% da população parda do Rio de Janeiro afirmou ter medo de que seus filhos sejam presos injustamente, Trazemos ainda que o Relatório do Índice de Vulnerabilidade Juvenil à violência de 2017 mostrou que jovens negros têm 2,71 mais chances de serem vítimas de homicídio do que jovens brancos no país. Os movimentos negros têm batalhado por deixar o racismo às claras, não mais velado e não seguir a cartilha dessa desumanização, já percebendo importante valor. Já mencionamos em post anterior sobre a Resolução CFP N.º 018/2002, que traz diretrizes para a intervenção dos psicólogos em situação de preconceito e discriminação racial. Um dos modos de intervenção, sob a abordagem cognitivo-comportamental, o psicólogo, em sua intervenção efetuará, primeiramente, o acolhimento; isto é, escuta empática, isenta de julgamentos e preconceitos e promoverá a normalização das emoções, com técnicas para minimizar seu sofrimento e ansiedade. “O paciente negro pode chegar ao consultório com altos níveis de estresse crônico, histórico de racismo percebido e diversas crenças negativas relacionadas a si e ao mundo” citou Carolyne Juvenil do grupo de pesquisa do Transtorno do Estresse pós-traumárico da UFRJ. Obviamente, que como em toda atuação, o estudo de caso, singularizado é fundamental e a premissa “ Cada caso é um caso” é válida. Importante, ainda, que o profissional de psicologia, não atribua o sofrimento do sujeito às distorções cognitivas de forma descontextualizada de todo um sistemasócieconômico e cultural, o qual sabemos desigual, violento e intolerante. Para isso, uma das primeiras intervenções típicas da psicoterapia cognitivo-comportamental é a psicoeducação com a finalidade de trazer à reflexão seus direitos e deveres, esclarecer sobre o processo psicoterapêutico e a queixa apresentada. Referida psicoeducação pode ser realizada por meio de leituras de Declaração Universal de Direitos Humanos, da Constituição Federal de 1988, de assistir aos vídeos e documentários e livros específicos. Ao mesmo tempo, desenvolve-se um repertório comportamental para enfrentar as situações de racismo para melhor pode escolher a ação a ser tomada. Uma das técnicas utilizadas para isso é o treino de habilidades sociais, que possibilitará à vítima o desenvolvimento de várias competências: assertividade, lidar com a autoridade, saber exigir seus direitos, saber negar e fazer pedidos, a lidar com críticas, manifestar concordâncias e discordâncias e o lidar com emoções desagradáveis. Dessa forma, a psicoterapia poderá promover a saúde mental e o senso de justiça do que sofre em decorrência do racismo, inclusive ser um espaço para reflexão sobre possível ação judicial e fortalecimento para enfrenta-la. Relata-nos ainda, a psicóloga Jarid Arraes em artigo na Revista Fórum “relatos de casos nos quais psicólogos negaram as vivências racistas de pacientes negros – pessoas que se vulnerabilizaram frente a profissionais nos quais confiaram e tiveram seu sofrimento negado”. Portanto, os cursos de Psicologia precisam preparar os futuros profissionais para atuarem não sob as suas próprias crenças, de modo descontextualizado, revitimizando, ainda mais a população que sofre preconceito. RACISMO É CRIME. DENUNCIE
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domingo, 28 de junho de 2020

CARTA DE FREUD À MÃE DE UM HOMOSSEXUAL

Segue abaixo, tradução da carta de Freud  escrita em 1935, em resposta a um pedido de uma mãe de homossexual para atendê-lo.
Vemos que já naquela época, Freud compreendeu  que homossexualidade em si não era motivo para análise, isot é, para tratamento, inclusive  salientando que não era motivo de vergonha.
Mesmo sendo de séculos passados parece ser igualmente válida.
Seguem as imagens do manuscrito:



Vamos à carta:

"19 de abril de 1935

“Minha querida Senhora,

Lendo a sua carta, deduzo que seu filho é homossexual. Chamou fortemente a minha atenção o fato de a senhora não mencionar este termo na informação que acerca dele me enviou. Poderia lhe perguntar por que razão? Não tenho dúvidas que a homossexualidade não representa uma vantagem, no entanto, também não existem motivos para se envergonhar dela, já que isso não supõe vício nem degradação alguma.

Não pode ser qualificada como uma doença e nós a consideramos como uma variante da função sexual, produto de certa interrupção no desenvolvimento sexual. Muitos homens de grande respeito da Antiguidade e Atualidade foram homossexuais, e dentre eles, alguns dos personagens de maior destaque na história como Platão, Miguel Ângelo, Leonardo da Vinci, etc. É uma grande injustiça e também uma crueldade, perseguir a homossexualidade como se esta fosse um delito. Caso não acredite na minha palavra, sugiro-lhe a leitura dos livros de Havelock Ellis.
 Ao me perguntar se eu posso lhe oferecer a minha ajuda, imagino que isso seja uma tentativa de indagar acerca da minha posição em relação à abolição da homossexualidade, visando substituí-la por uma heterossexualidade normal. A minha resposta é que, em termos gerais, nada parecido podemos prometer. Em certos casos conseguimos desenvolver rudimentos das tendências heterossexuais presentes em todo homossexual, embora na maioria dos casos não seja possível. A questão fundamenta-se principalmente, na qualidade e idade do sujeito, sem possibilidade de determinar o resultado do tratamento.

A análise pode fazer outra coisa pelo seu filho. Se ele estiver experimentando descontentamento por causa de milhares de conflitos e inibição em relação à sua vida social a análise poderá lhe proporcionar tranqüilidade, paz psíquica e plena eficiência, independentemente de continuar sendo homossexual ou de mudar sua condição.
Se você mudar de ideia ele deve ser analisado por mim – eu não espero que você vá – ele terá de vir a Viena. Não tenho a intenção de sair daqui. No entanto, não deixe de me responder.
Sinceramente meus melhores desejos,
Sigmund Freud”
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sexta-feira, 1 de novembro de 2019

MORTE: UM MAL-ESTAR QUE VOCÊ VAI VIVENCIAR

A morte tem seus significados influenciados em face de fatores sóciohistóricos e culturais, ou seja, o modo de enfrentá-la e seus consequentes rituais têm se transformado ao longo do tempo.
Na idade média eram consideradas com maior naturalidade, vividas no âmbito privado, familiar.
A seguir já foi percebida com maior sofrimento, como impotência e a face do morto era coberta por um tecido.
A finitude passou a relacionar-se a religiões e suas causas eram atribuídas à vontade superior, de uma divindade.
Com o avanço da ciência a morte já é encarada com inconformismo uma vez que a prosperidade do coletivo está ameaçada. A ciência desmascara a ideia de que a morte  seja uma punição divina, possibilita formas de prolongamento da vida e sofrer é negado, morrer implica em fracasso.
A morte torna-se não-dito, um tabu. Aos enfermos é omitida a morte iminente. Prevalece o segredo, o silêncio. Palavras, gestos, sentimentos tornam-se quase inaudíveis.
Pessoas não estão preparadas para a finitude, grande mal-estar civilizatório já nos primava Freud (1996).
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sábado, 13 de julho de 2019

LEGADOS DO ECA 1: DIREITO A IGUALDADE, SEM DISTINÇÃO DE RAÇA, RELIGIÃO OU NACIONALIDADE

O


s direitos de crianças e adolescentes foram afirmados para todas crianças e adolescentes seja de qualquer território do planeta através da Declaração Universal dos Direitos da Criança aprovada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 20 de novembro de 1959.
Neste ano no qual o Estatuto da Criança e do Adolescente comemora 29 anos de sua homologação, o que temos de legado?
O que conquistamos ao longo dos 29 anos? Quais os desafios ainda a serem enfrentados?
A fim de refletirmos sobre isso Psicologia na veia abordará ao longo de 10 dias cada um dos artigos da referida Declaração.
O art. 1º aponta que:
Todas as crianças têm direito a igualdade, sem distinção de raça, religião ou nacionalidade”.
Pois é, aprendemos que somos um pais cordial, pacífico, diversificado, formado por diversas raízes, tendo uma identidade ímpar.
No entanto será que essa diversidade implica em inclusão, em igualdade, na garantia dos mesmos direitos?
·           A taxa de mortalidade infantil, que entre 1990 e 2015 caiu em 74,7% no país, não foi reduzida igualmente para crianças indígenas, cuja probabilidade de morrer antes de completar um ano de vida é duas vezes maior do que a de outras crianças (UN-IGME).
·           30,2% das crianças indígenas na Amazônia são afetadas por desnutrição crônica. A média do Brasil é 7% (Sisvan, 2016).
·           Apenas 59,4% das crianças indígenas tinham sido registradas em seu primeiro ano de vida (Censo Demográfico, 2010). Em 2014, a média do Brasil era de 99% (IBGE, 2014).
·           A cada dia, 28 CRIANÇAS E ADOLESCENTES SÃO VÍTIMAS DE ASSASSINATO no Brasil. Essa estimativa foi feita pelo UNICEF no Brasil, com base em dados do Datasus (2015).
·           Grupos indígenas apresentam altas taxas de suicídio entre jovens. A situação é atribuída à discriminação que enfrentam, e também a mudanças substanciais em seu entorno, com a expansão das cidades, a especulação fundiária, o avanço de algumas culturas sobre terras indígenas. Adolescentes indígenas muitas vezes sentem-se impotentes para mudar a situação de seus povos, ressentem-se da falta de perspectivas, sofrem traumas individuais e coletivos causados pela discriminação. 
·           Para adolescentes negros entre 12 e 18 anos de idade, o risco de morrer por homicídio é quase três vezes maior do que para adolescentes de cor branca na mesma faixa etária (índice de Homicídios na Adolescência – IHA, 2014).
·           56% da população brasileira concorda com a afirmação de que “a morte violenta de um jovem negro choca menos a sociedade do que a morte de um jovem branco” (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial – SEPPIR – e Senado Federal, 2012).”

Pessoal, os dados falam por si, não ?
Foram elaborados proposições, dispositivos legais visando alterar tal realidade, tais como as leis 10.639 e 11.645, respectivamente em 2003 e 2008, tornando obrigatório o ensino da história e da cultura afro-brasileira, africana e indígena em todas as escolas, públicas e particulares, no Ensino Fundamental e no Ensino Médio. A ONU  proclamou o período entre 2015 a 2024 como a Década Internacional de Afrodescendentes.
O UNICEF desenvolveu e lançou em 2010, com diversos parceiros, a campanha “Por uma Infância sem Racismo”.
No Brasil, a ONU lançou em 2017 a campanha nacional "Vidas Negras".
Enfim, muitos desafios a serem enfrentados e os profissionais de Psicologia, a Psicologia como ciência e profissão precisa fazer parte desta luta.
REFERÊNCIAS:
FUNDAÇÃO ABRINQ. Cenário da Infância e da Adolescência no Brasil, 2018.
Desafio 8: Promover práticas de enfrentamento ao racismo.
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sexta-feira, 28 de junho de 2019

LUTA LGBTI: A HISTÓRIA DE STONEWALL


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á 50 anos atrás ,  a polícia invadia o bar Stonewall  Inn, na Christopher Street, no bairro nova-iorquino de Greenwich Village. Mas ao contrário de anteriormente, nesta data  os gays se defenderam. O conflito acarretou dias de choques violentos entre a comunidade LGBT e a polícia e entrou para os anais do moderno movimento gay dos Estados Unidos e espalhou-se mundialmente (Reino Unido, Finlândia, Islândia e Alemanha, Israel, Austrália e Japão.
Fundaram , primeiramente em Nova York, mais tarde em todo o país, organizações comprometidas com a "liberação gay".
Nos aniversários da revolta promoveram Parada do Orgulho Gay.
Outro marco foi a estreia do filme de Rosa von Praunheim Nicht der Homosexuelle ist pervers, sondern die Situation, in der er lebt (Não é o homossexual que é perverso, mais sim a situação em que ele vive), lançado em 1971 no Festival de Cinema de Berlim .
E a Psicologia, enquanto ciência e profissão   neste  celebração de 50 anos de Stonewall reafirma e defende as nossas Resoluções 01/99 e 01/18, isto é seu compromisso  na luta em defesa dos direitos das pessoas LGBTI+.
Em suma,  psicologianaveia em sintonia com as diretrizes do CFP reafirma que a Psicologia brasileira não será instrumento de promoção do sofrimento, do preconceito, da intolerância e da exclusão.
E  a luta precisa continuar haja vista ataques á comunidade LGBTI+   em vários países, inclusive o nosso.

Quer dica de filme? A morte e vida de Marsha P. Johnson, disponível na netflix, que aborda  a morte de Marsha, uma das personalidades que impulsionaram a Revolta de Stonewall.
REFERÊNCIA:
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sexta-feira, 14 de junho de 2019

HOMOFOBIA AGORA É CRIME


STF enquadra homofobia e transfobia como crimes de racismo ao reconhecer omissão legislativa.
 Canadá, Chile, França, Espanha e Finlándia são alguns dos países que já criminalizaram  a homofobia e transfobia.

Dia 13/06 p.p. o STF concluiu o julgamento e decidiu que até que o Congresso Nacional edite lei específica as condutas homofóbicas e transfóbicas se enquadram na tipificação da Lei do racismo.
Importante decisão já o Brasil é o país onde mais se mata a população LGBT. “Segundo o Grupo Gay da Bahia, a cada 20 horas, uma(um) LGBT morre no Brasil por ser LGBT – ou seja, por conta da LGBTfobia. O grupo também registrou um aumento de 30% nas mortes de LGBTs em 2017, quando 445 pessoas foram mortas, em relação a 2016, ano em que 343 mortes foram motivadas por LGBTfobia. Já em 2018 esse número caiu, mas ainda se manteve alto, com 420 mortes. O Relatório Mundial da Transgender Europe mostra que, de 325 assassinatos de transgêneros registrados em 71 países nos anos de 2016 e 2017, um total de 52% – ou 171 casos – ocorreram no Brasil.
Importante salientar que estatísticas apontam que empresas com maior diversidade de gênero, etnia e educação sexual em sua equipe são 33% mais propensas a ter maior rentabilidade.
Veja o link

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domingo, 9 de junho de 2019

O ÚLTIMO ROMÂNTICO: SOBRE O NAMORO

Namaro,  de origem latina, palavra etimologicamente derivada de amor. Originária da expressão Espanhola estar en amor, que acabou formando o verbo enamorar,  da onde  resultou o nosso namoro. Seu maior significado é de inspirar amor, encantar, apaixonar-se e /ou desejar.
Sob perspectiva psicológica, namoro incialmente, implica em querer fazer parte do desejo do outro, cobiçar, querer estar junto. Por meio do enamoramento sentimos a aura mágica na qual qualquer objeto é transformado em símbolo para enlaçar-se e nos  diz que somos especiais,  não apenas mais um, trazendo a esperança de que tais mimos se perpetuarão. “É promessa de vida no meu coração”.
Amor prescinde do raciocínio, requer somente intuição. Expectativa do encontro com sua alma gêmea, a metade da laranja, isto é, com sua própria existência.
Neste momento peço licença à minha mãe para trazer sua linda recordação do namoro com meu pai de que ele sempre chagava para o encontro com um bombom sonho de valsa.
 E a magia ocorre quando estamos enamorados de um outro que não seja a nossa imagem e semelhança, mas  um outro, a quem desejamos.
Namorar requer conexão. Conexão com um diferente de nós, implica em troca, reciprocidade.
Para Botton, os anseios instantâneos da paixão dificultam a real vivência do amor. O filósofo também aponta que manter o relacionamento requer mais habilidade do que entusiasmo. Como diz Botton “Aparentamos saber muito sobre como começa o amor e quase nada acerca de como ele pode durar”.
Embarcando nos trilhos da história do amor, lembramos que o amor romântico nem sempre existiu já que surgiu no final do Século XVII.  Depois, ganhou significado de busca de compatibilidade e a complementaridade entre o homem e a mulher.   Os pós-guerras mostraram-nos seu legado tecnológico, o advento da pílula e uma revolução nas relações afetivo-sexuais. Valores como individualismo e liberalismo consagrados na carta de Direitos Humanos passaram a predominar e o amor romântico foi cedendo lugar ao amor baseado em relações equânimes, na reciprocidade do prazer e na utilidade que tem para cada um. Os vínculos tornaram-se fulgazes,  transitórios, frágeis, líquidos. É o “ficar”, tipo de testagem para o namoro, o “pegar”, relação descompromissada.
Não podemos nos omitir  sobre a importante alteração nas interações afetivo-sexuais com o advento da internet e redes sociais.
No entanto, os diferentes tipos de amor não são exclusivos de determinada época, coexistindo entre os tempos; tal como hoje podem andar lado a lado o excesso de comercialização do amor romântico e o prazer imediato, o gozo pelo gozo.
Apesar disso, a necessidade de formar laços e nos apegarmos é inegável.  Quem nos mostrou de forma genial isso foi John Bowlby ao desenvolver a Teoria do Apego. Para Bowlby  os conflitos dos relacionamentos conjugais remontam  às nossas primeiras experiências de cuidados parentais. Pessoas com sentimentos de abandono em sua infância, tendem a desenvolver  comportamentos  ambíguos: inicialmente inseguros, temerosos, dependentes, controladores e,  depois  refratários à intimidade,  buscando isolamento, necessidade de espaço. O amor, entendido por Damásio e De Waal como emoção básica, leva  tem função adaptativa  já que ele leva à reprodução e à protecão ao filhote, apego (attachment)  além de ser  responsável pelo surgimento dada empatia.
 Contudo Botton  cita : “O amor é uma habilidade a ser aprendida não apenas uma emoção."
Retomando o amor romântico, para Botton  o difundido por Hollywood é um deserviço à felicidade.
Por exemplo: o mito da alma gêmea pode propiciar que esperemos que o companheiro nos compreenda perfeitamente sem que tenhamos que falar nada.
Namoro, relacionamento desenvolvido, em geral, para possibilitar que os apaixonados se conheçam. Você precisa permitir-se conhecer, mas como? Para isso, não é preciso antes você ter autoconhecimento? Muitas das vezes acontece o jogo do esconderijo, nos quais os parceiros querem mostrar-se perfeitos.  
Idealizamos o namoro, romantizamos a vida e ao nos depararmos com o ser humano de carne e osso, com defeitos e limitações nos decepcionamos e desiludimos e sucumbimos sem tentativa de diálogo e qualquer esforço.
A seguir parte do poema  “A lamentável história dos Namorados” de Carlos Drumond de Andrade:
Namorados, namorados, não vos vejo mais alados,
sublimes, alcandorados nos miríficos estados
de êxtases multiplicados em horizontes dourados de mundos ensolarados.
Estais casmurros, calados entre carinhos cansados e sonhos desanimados. ......” .
Dependemos de nossos próprios códigos, nossas crenças, nossas experiências, nossos códigos, que podem ser deficientes, para decifrarmos a situação atual. Portanto, enganamo-nos ao interpetarmos o comportamento do outro, nem sempre julgamos com imparcialidade,  acuidade o (a)  namorado (a). Por vezes, supervalorizamos o sexo na relação amorosa.  Tentamos ler o pensamento do outro, ao inves de lhe perguntarmos. Tentamos adivinhar o comportamento do parceiro, generalizamos, tiramos conclussões precipitadas,dentre outros pensamentos disfuncionais.
E as pressuposições falsas, levam-nos a enxergar o outro negativamente, ao ressentimento e a culpá-lo pelo desentendimento.
Vele comentar que Becck, pai da terapia cognitiva, ao abordar o amor, sempre faz questão de registrar que suas considerações têm validade sejam os companheiros do mesmo sexo ou não indicou.
Acreditamos que as interações são fáceis, que não requerem dedicação, habilidade, aprendizagem e, ao contrário “amar se aprende amando” como já dizia o poeta.  O namoro requer constante dedicação, habilidade e construção.
Como tudo não são flores, bombons, joias e alianças de compromisso, é também preciso   falarmos da violência no namoro; lamentavelmente, cada vez mais frequente em minha extensa prática profissional .  
Pesquisa efetuada com 3.205 escolares do 2º ano do Ensino Médio, com idade entre 15 e 19 anos, de escolas públicas estaduais e particulares das capitais de dez estados brasileiros resultou que o aumento do número de eventos de violência psicológica perpetrada pelos adolescentes em seus relacionamentos íntimos está relacionado à mais elevada agressão verbal da mãe e do pai; e à mais frequente vivência de violência psicológica entre pais, irmãos, amigos e àquela presente nos namoros anteriores (Oliveira, Queiti Batista Moreira,  Gonçalves de Assis , Simone , Njaine Kathie , Pires,  Thiago Oliveira, 2013).
Em face da falta de limites e compromissos, da ausência de contratos (mesmo que implícitos velados) entre os namorados, do uso do outro como objeto imediato de seu gozo, o namoro, daquele de cortejar, do encantar passou também a ser interação de horror, haja vista até muitos homicídios cometidos já neste prematuro relacionamento.
Enfim, histórias de amor são mais que os momentos iniciais do relacionamento pois são como o casal se relaciona dez anos depois. Por que nossa realidade não pode ser empolgante e fascinante já que mesmo com imperfeições, defeitos, desafios, são o fiel retrato do amor?
Fernanda Mendes Lages Ribeiro,  Joviana Quintes Avanci,  Lusanir Carvalho,  Romeu Gomes e  Thiago de Oliveira Pires (2011) mencionaram em seus estudos que os jovens de hoje, ao mesmo tempo que recriam novas formas e novos meios de se relacionar, em que o ‘ficar’ e a Internet são o novo, repetem e reproduzem alguns modelos relacionais tradicionais e conservadores, expressos em suas falas e no trato com o parceiro ou a parceira.
Por que não curtir a dança, a sintonia, a participação dos dois parceiros, enfim,  nos permitirmos nessa vivência espetacular e das mais enriquecedoras e humanas? 


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REFERÊNCIAS:
DRUMOND, C. A. Amar se aprende amando.  São Paulo, Companhia das Letras, 2008.
OLIVEIRA, Queiti Batista Moreira,  GONÇALVES DE ASSIS , Simone , NJAINE,  Kathie , PIRES,  Thiago Oliveira, Namoro na adolescência no Brasil: circularidade da violência psicológica nos diferentes contextos relacionais,  2013
RIBEIRO, FML., et al. Entre o ‘ficar’ e o namorar: relações afetivo-sexuais. In: MINAYO, MCS., ASSIS, SG., and NJAINE, K., orgs. Amor e violência: um paradoxo das relações de namoro e do ‘ficar’ entre jovens brasileiros [online]. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ, 2011, pp. 55-86. ISBN: 978-85-7541-385-2. Available from SciELO Books <http://books.scielo.org>.

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sábado, 25 de maio de 2019

FALANDO SOBRE ADOÇÃO



D

entre as formas de parentalidade há a adoção.  "E quem há de negar que esta lhe é” inferior, parafraseando Caetano. Segundo nos mostrou o antropólogo Levi – Strauss, a concepção de família deve ir além da consanguinidade para considerar a afinidade.
Por meio da adoção sonhos se concretizam, formam-se laços.
Por meio deste artigo busco integrar aportes teóricos a  experiência de mais de 27 anos em adoção, seja na habilitação de casais, colocação da criança em adoção e acompanhamento das famílias além de cursos preparatórios para  os pretendentes
Considerando que maternagem e paternagem são funções aprendidas, culturais, não instintivas e naturais, o ato da filiação firma-se a partir do desejo, ou seja, é preciso desejar um filho.
E. Batinder já mostro-nos bem isso em sua obra “O mito do amor materno".
Ademais, não tem como cegar os olhos à realidade que no traz estatísticas de violência doméstica contra criança e adolescentes, inclusive o infanticídio.

Ser mãe, ser pai, desejo narcísico, que expõe por vezes uma ferida aberta da infertilidade.
Desse modo, é importante que a mãe desejante tenha trabalhado seu eu, tal como o futuro pai e o casal tenha trabalhado sua conjugalidade,  ou seja, além de indivíduos,  ter formado um “nós”.
Nessa trajetória pela busca do sonho, por vezes os pretendentes se deparam com a frustração, haja vista alguns mitos em torno do tema, que dificultam a interação da nova família.
Citemos, então alguns deles:
- a história pregressa da criança pode ser apagada, esquecida;
- por meio da genética pode-se transmitir a transgressão, a marginalidade;
- somente laços de sangue são verdadeiros;
- existe crianças em demasia em abandono;
- que a semelhança física entre adotados e adotantes facilita a adaptação;
- o abandono cria situações traumáticas.
Aprisionados a mitos e preconceitos, por vezes, a sociedade,  alguns pretendentes à adoção e também alguns profissionais, esquecem-se de que:
Há um descompasso entre os quereres. Os indicadores mostram que os pretendentes, em geral, buscam uma  criança, de até 05 anos,  saudável, sendo que as crianças/adolescentes disponíveis para adoção são a partir de 06 anos em grupos de irmãos.
Somos um ser minemônico, não passamos uma borracha no passado, somente o reescrevemos. Sim, podemos reescrever nossa história.  Há muitas crianças resilientes, que enfrentam a adversidade, com recursos psíquicos. Não podemos transformar o abandono em sina, em uma predestinação fatalista de transtorno, problema. O próprio Bowlby, em sua teoria do apego, expôs possibilidades alternativas de cuidados maternos.  Acrescentamos que a criança tem condições de manter objetos internos isoladamente, e desenvolver um apego seguro com uma figura mesmo tendo outros apegos inseguros.
Enfim, há muita vida para a família por adoção: com dificuldades e emoções: saúde/doença: alegrias e tristezas, ganhos e perdas, medos, culpas, orgulho e vergonha, raiva e, amor.
Um ponto de apoio, principalmente durante a espera do filho, ergue-se nos Grupos de Apoio à adoção. Isso não exclui a importância da psicoterapia individual ou familiar em algum momento na vida da família adotante e/ou criança por adoção.
É preciso muito preparo, estudo, habilidade para poder compreender a rede de afetos na família por adoção, a questão da identidade da criança / adolescente que vivenciou o processo adotivo. Mais que humanidade, uma formação genérica em Psicologia, esse profissional da área psi, precisa ter conteúdo,  bagagem teórica, ter especialidade no tema para trazer à família angustiada (por vezes cheia de perguntas e questões) segurança e propiciar recursos para que ela encontre alternativas e resolução de problemas.
Portanto, cuide-se, abra-se e liberte-se para mais esta forma de amor.
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domingo, 5 de maio de 2019

MELHOR PREVENIR DO QUE REMEDIAR: CONSIDERAÇÕES SOBRE A LEI Nº 13.829/1

Nesta segunda- feira, 26/04 foi publicado no Diário Oficial da União a Lei Nº 13.829/19 que institui a Política Nacional de Prevenção da Automutilação e do Suicídio, a ser implementada pela União, em cooperação com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios.
A lei 13.819/19 é originária do PL 10.331/18, de autoria do ex-deputado Federal e atual ministro da Cidadania Osmar Terra.
Importante que se atente para esses fenômenos pois dados estatísticos revelam que 800 mil pessoas se suicidam no mundo anualmente, o que equivale a uma pessoa a cada 40 segundos e que a cada 3 segundos uma pessoa faz uma tentativa de suicídio.
Segundo a lei, violência autoprovocada é entendida como o suicídio consumado, a tentativa de suicídio e o ato de automutilação, com ou sem ideação suicida.
Aponta a obrigatoriedade de os estabelecimentos de saúde e escolares notificarem, a vigilância sanitária e os conselhos tutelares, respectivamente.
Refere ainda sobre os diferentes setores estarem devidamente capacitados e preparados para enxergar os eventos de automutilação e suicídio e o abordarem devidamente, inclusive com intervenção familiares.

Para que a prevenção da violência autoprovocada seja operacionalizada (tal como a capacitação de gestores e profissionais), para que órgãos de saúde, conselhos tutelares e escolas trabalhem preventivamente e de modo articulado, ou seja, para que esta Lei não se torne letra morta, é preciso investimento em pesquisas (universidades), recursos humanos qualificados e em insumos.
Vamos batalhar para que essa lei torne-se internalizada, isto é, seja encampada por toda comunidade brasileira, por um país com uma cultura preventiva e não somente imediatista, socorrista, remediatista. Melhor prevenir do que remediar.
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sábado, 30 de março de 2019

RECORDAR PARA RESISTIR E ELABORAR RELEMBRAR É RESISTIR........

“..........Promovendo saúde e qualidade de vida de cada sujeito e de todos os cidadãos e instituições”. Eis como termina o julgamento do formando de Psicologia em sua colação de grau.
Pois, então, qual o sujeito da Psicologia? O que significa ser cidadão?
De acordo com diversas teorias, seja behaviorista, psicanalítica, humanista e assim por diante, o psicólogo se deparará em estar junto a um sujeito vendo suas potencialidades, recursos, singularidades, diversidades  para promover sua saúde mental.
Micheletto e Sério mencionaram que um sujeito, não alienado somente pode ser construído   em uma sociedade disciplinadora, porque seleção implica sempre variação e os homens para serem sujeitos não podem ser regidos por regras.
Skinner deixou clara seu posicionamento contra o castigo.
Sidman também mostrou-nos os prejuízos para o homem que vive sob coerção.
Em 2012 o CRP 06 realizou Seminário objetivando  criação da Comissão da Verdade no Brasil e que os psicólogos refletissem sobre a importância da recuperação da memória social e histórica para o país e, sobretudo, o significado para aqueles que sofreram tortura, graves abusos e violações de Direitos Humanos durante o período da ditadura militar.
E o que a Psicologia tem a ver com Comissão da verdade, com ditadura?
Trata-se de uma “página infeliz da nossa história”, que precisa ser lembrada para que compreendamos nossa realidade, que está atravessada pelas mesmas lógicas que fizeram com que acontecimentos iniciados em 64 ocorressem. Em suma, os arquivos dos porões da ditadura podem mostrar um tempo que não passou ( Bicalho, 2012).
Pensar sobre o Golpe de 64 é pensar sobre como a sociedade, como entendemos o que seja lixo, o que deva ser excluído pela política higienista. E quando adentramos à questão da política higienista, que produz o medo, a  Psicologia é instada a participar, a corroborá-la sob um  manto dito científico.
Quem são os excluídos, quem são banidos?
Portanto, importa fazer conexão com políticas públicas sejam de saúde, educacionais, que não são naturais, mas construídas em dado contexto sóciohistórico e cultural.
Portanto, façamos a conexão com o andamento da política pública em relação à saúde mental.  A norma técnica do Ministério da Saúde, desconstrói  a  Rede de Atenção  Psicossocial à medida em que  novamente  enfatiza a hospitalização e não  os equipamentos e ações preventivas.
Outrossim,  de tempos em tempos tem sido trazido à tona o questionamento da Resolução do CFP nº 01/99, que norteia o atendimento psicológico  diante da orientação homossexual, que proporciona a consequente luta de movimentos LGBT+ e do Conselho  Federal, dentre outros contra a  cura gay.
Seriam as vítimas de feminicídio, os jovem negros no ranking dos homicídios, a população LGBT+, os que encontram-se em sofrimento mental?
Freud já nos apontava que precisamos recordar e elaborar para não repetirmos a história.

 O relatório da Comissão Nacional da Verdade registrou as diferentes violações de direito cometidas durante o regime militar após Golpe de 1964: tortura, morte, desaparecimento forçado e ocultação de cadáver, prisão ilegal e arbitrária, violência sexual.
Foje ao escopo desse artigo detalhar e mostrar estatísticas sobre essas diversas violações. Apontaremos  a definição de  tortura para a Convenção das Nações Unidas contra a Tortura e outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanos ou Degradantes, aprovada pela Assembleia Geral da ONU em 1984:
“Artigo 1o : [...] qualquer ato pelo qual uma violenta dor ou sofrimento, físico ou mental, é infligido intencionalmente a uma pessoa, com o fim de se obter dela ou de uma terceira pessoa informações ou confissão; de puni-la por um ato que ela ou uma terceira pessoa tenha cometido ou seja suspeita de ter cometido; de intimidar ou coagir ela ou uma terceira pessoa; ou por qualquer razão baseada em discriminação de qualquer espécie, quando tal dor ou sofrimento é imposto por um funcionário público ou por outra pessoa atuando no exercício de funções públicas, ou ainda por instigação dele ou com o seu consentimento ou aquiescência.”
No âmbito legislativo, a  Lei no 9.455/1997 assim define o crime de tortura: 
“Artigo 1o : 
Constitui crime de tortura: 
I – Constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento físico ou mental: a) com o fim de obter informação, declaração ou confissão da vítima ou de terceira pessoa; b) para provocar ação ou omissão de natureza criminosa; c) em razão de discriminação racial ou religiosa; 
II – Submeter alguém, sob sua guarda, poder ou autoridade, com emprego de violência ou grave ameaça, a intenso sofrimento físico ou mental, como forma de aplicar castigo pessoal ou medida de caráter preventivo.”
A folha de São Paulo fez matéria onde apontou diversas mulheres que foram torturadas.
Temos também vários outros depoimentos, livros. 
Maurício Meireles, colunista do  Painel das Letras registrou que nos próximos dias Paulo Coelho Autor vai publicar artigo no Washington Post, contra comemorações do golpe de 1964, considerando o decreto visando  a referido objetivo.
Limitar de juíza havia proibido referidas comemorações, mas neste sábado, até a  publicação deste artigo,  desembargadora de plantão atendeu pedido da Advocacia-Geral da União e afirmou que ordem do dia sobre os eventos de 31 de março de 1964 que deve ser lida em quartéis não "afronta o estado democrático de direito"
Se a Psicologia requer compreensão do outro, empatia, possibilitar o crescimento do sujeito é incompatível com qualquer manipulação, mecanização, qualquer método que objetalize o ser humano, que o violente. 
Portanto, qualquer tipo de violência, autoritarismo, ditadura  é incompatível com  o juramento do Psicólogo para contribuição na construção de um país e uma sociedade melhor.
Revelo-me, citando que nasci em 1964, ingressei na universidade no dito processo de  redemocratização do Brasil, isto é 1983, vivenciei mobilização estudantil e o ingresso da polícia no campus universitário e entendo que nossa  democracia, ainda frágil, que as conquistas pela inclusão , por menos sofrimento, menos estigma precisam ser constantes.
O homem não é um sujeito no vácuo, mas inserido em dado contexto,  em dado regime governamental.
Relembrar para resistir, para elaborar, não comemorar.
DEMOCRACIA SIM. Educação, conhecer nossa história é tudo..
E aí? Psicologia tudo a ver com agência governamentais ou não ?

REFERÊNCIAS:
CONSELHO REGIONAL DE PSICOLOGIA DA 6ª REGIÃO (Org).Psicologia e o Direito à Memória e à Verdade. São Paulo: CRPSP, 2012.
MICHELETTO, N E  SÉRIO, MARIA TEREZA P. Homem: Objeto ou Sujeito para Skinner?
https://universa.uol.com.br/noticias/redacao/2019/03/27/historias-de-mulheres-vitimas-da-ditadura-militar.htm
https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/deutschewelle/2019/03/30/justica-derruba-decisao-que-proibiu-governo-de-celebrar-golpe-de-64.htm?
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